Cantores despontam como atores em produções na Globo

Na sala de casa, em São José dos Campos (SP), o passinho moonwalk de Michael Jackson, repetido por Leilah Moreno, aos cinco anos, fazia sucesso com a plateia familiar. Com a voz em formação, então aos 12, montou uma banda, foi a programas de calouros, despontou. Comparada à Whitney Houston, Leilah abriu shows de Milton Nascimento, foi reconhecida na Europa, gravou três discos e assinou contrato na Globo - e entrou para a banda do "Altas Horas".

Ainda assim, sonhava em resgatar o tempo de interpretações. Formou-se na escola de teatro Wolf Maya. Estrelou "Antônia", filme e série. A primeira ponta veio de Walcyr Carrasco, em "Sete Pecados" (2007). "A experiência deixou gostinho de quero mais", conta Leilah. Então, ela pediu um tempo das noites animadas de Serginho Groisman e voltou a fazer testes. Hoje, está no ar, e contracena com Marília Pêra. É a Grace Kelly, de "Aquele Beijo".

Diretor do folhetim, Miguel Falabella sempre deu sinais de que dramaturgia e show andam bem juntos. Além de Leilah, chamou mais três gogós afinados para o elenco. A primeira delas foi Karin Hils (ex-Rouge, banda que veio de um reality show e autora do hit ininteligível Ragatanga), que trabalhou com ele no musical "Hairspray" (2010). Depois vieram Frederico Reuter (que fez "New York, New York") e Jhama (da banda Trio Ternura).

A vitrine em horário nobre serve, indiretamente, para bombar projetos musicais futuros. Com o término da novela, Karin já tem um trabalho solo engatilhado. Frederico, há dez anos na carreira de músico, quer aproveitar a popularidade de seu Dr. Ricardo para lançar um álbum, de pop americano, com o grupo Quattro. Jhama, por sua vez, espera ser acolhido por uma gravadora para lançar o disco do Trio Ternura, que nasceu numa festa de aniversário do ator Bruno Gagliasso e ganhou as boates cariocas. O grupo, que toca de Roberto Carlos a funk e pagode, viaja o Brasil e tem até fãs, as 'ternuretes'. Jhama toca violão, o ator Thiago Martins (de "Cidade de Deus" e "Insensato Coração") faz o vocal e Dhum Neves, a percussão.

E essa fila musical, é verdade, anda longa. Em "O Brado Retumbante", minissérie de Ricardo Waddington que a Globo exibiu em janeiro, as cantoras Alinne Rosa e Marina Elali mostraram o lado atriz. "Meus fãs ficaram felizes e eu também gostei", conta Marina, que já pensa em bis.

O último que aderiu foi Daniel Filho, que chamou Sandy - habitué da TV, com o seriado familiar "Sandy & Junior", que ficou no ar até 2003, e a novelinha "Estrela-Guia", em 2001 - e Ivete Sangalo para estrelarem dois capítulos da série "As Brasileiras". Sandy será "A Reacionária do Pantanal"; Ivete, "A Desastrada de Salvador".

"Quando o Daniel me ligou eu fiquei até assustada", conta Ivete, que mesmo com 17 anos de uma sólida carreira, desde criança sonhava em atuar, sonho que mantém ainda hoje. "Eu sempre fui dramática em casa, na escola, queria fazer papéis densos". Ivete fez participações em "Simão, o Fantasma Trapalhão" (1998), na novela "Paraíso Tropical" (2007) e em programas como "Sítio do Picapau Amarelo". E não esconde a expectativa: "Se tiver que ser bom e tiver que demorar, que demore mas seja bom." As informações são do Jornal da Tarde.

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